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Investir e o duelo interno com nossas emoções.

Investir sempre causa no mínimo uma ansiedade.

Escolher o melhor ativo e principalmente "imaginar" os lucros presumidos em nossa mente, isso proporciona um encontro com nosso pior inimigo, nossas emoções.


Nesta minha saga em estudar o mercado financeiro, entendê-lo e assim identificar as melhores oportunidades, me deparei com o meu pior "eu".

Um lado obscuro, materialista e sobretudo amplificado pelo medo de perder e de falhar.


Conheci face a face a minha vaidade, a minha inveja, a minha avareza, a minha fúria constante, a luxúria evitada, a fome de ganância e a preguiça.


Apesar dos alertas e orientações recebidas dos Mestres: Stormer, André Moraes, Leandro Ruschel, Igor Rodrigues e da Luana Schneider, ela principalmente, nada se compara ao vôo solo do aqui e agora, de estar na frente da tela e clicar.

Tenho que agradecer a mentoria que realizei com o Igor - Mentoria Scalp - esta foi diferente. Pude compartilhar com os outros alunos, tutores e com o "Mago", estes meus sentimentos que também apareceram nas aulas ao vivo.

Apesar de todos os avisos, de ver os tutores explicarem os pontos de entrada e saída, toda a teoria, esta "força" interna e incontrolável naquele momento me fez cometer erros, os mesmos erros.

Então, não subestime estas 7 forças naturais do ser humano.


Como bem descrito por Henrique Bredda em um dos seus sábios posts: "(...) a história depende da natureza humana, e desde que o mundo é mundo, os pecados e as virtudes do homem são os mesmos: orgulho vs humildade, luxúria vs castidade, inveja vs caridade, preguiça vs diligência, avareza vs magnanimidade, gula vs temperança, ira vs paciência, etc."


É fato que em gráficos temporais intradiários as emoções são mais estimuladas, mas o lado positivo destas exposições diárias as emoções ocultas foi de entender o motivo pelo qual estava sentindo tudo aquilo no momento de operar na bolsa. Engenheiro que sou fiz até um diagrama de Ishikawa para entender o processo...rsrs.


No primeiro momento, lá no início - por pura sorte tive um mês vitorioso - que me alegrou, projetei aqueles dias para os outros meses que estavam por vir e sonhava com um futuro promissor e farto. A vaidade impossibilitou-me de ver que tive apenas sorte, pois no começo não tinha uma técnica apurada, conceitos testados e definidos, muito menos tempo de tela para conhecer as particularidades do mercado.


As redes sociais são facilitadores para a quisição de conhecimento e também para sua derrocada.

Lia as postagens de pessoas mostrando as boletas, de como operaram até o alvo final e aí veio a inveja de não poder repetir aquele primeiro mês vitorioso por acumular perdas, de falhar nas análises e entrar no mais perigoso fluxo destrutivo que é: "encontrar a todo custo" uma operação perfeita que traria a riqueza que invejava.


Segurei-me por algum tempo às migalhas que ganhava e por pura avareza dava à elas uma importância maior do que merecida. Não entendia o real propósito pelo qual estava fazendo tudo aquilo. Era pelo jogo, era pelo dinheiro e não conseguia ver que eu, hoje, sou um empreendor neste mercado.

Que o mercado não é o fim e sim o meio de alcançar meus objetivos.


Os esforços foram recompensados com ganhos pequenos e os erros com perdas maiores. A fúria, a raiva, a frustração de não conseguir aplicar todo o conhecimento adquirido por horas e horas estudando, simulando, assistindo vídeos, fazendo anotações, enfim, é um sentimento negativo viseral. Para mim é ainda o de maior intensidade e que me fez buscar ajuda e fui encontrar numa semana de aulas abertas do canal Market Minds que me ajudou muito a entender que o principal, acima até da técnica, é entender como a minha mente trabalha em um ambiente de puro stress e de decisões instantâneas.

A partir daquelas aulas eu pude desenvolver algumas técnicas para melhoria do foco, concentração, voltei a meditar em oração e assim me acalmar, mas foi alí que encontrei-me com o meu propósito, obrigado "Tia Lu"!


Luxúria foi um pecado que não se apresentou até agora - ainda bem - mas já houve casos no passado. Acredito que o conflito interno para segurar minha "furia" inibiu ações para enaltecer este comportamento inadequado e indesejado.


Fúria e gula ou ganância andam sempre de mãos dadas. A fúria aparece depois de uma operação frustrada,motivada pela ganância de querer mais do que o mercado estava disposto a te oferecer, naquele momento. Então a falta de paciência foi o catalizador de operações erradas com alvos superestimados, assim como na ponta oposta: os stops indiciplinados.


Graças à Deus consigo trabalhar bem a preguiça ou apatia. Mesmo levando "porrada" diariamente tenho a resiliência e "resitência" de cumprir a minha rotina diária estabelecida e de continuar estudando para aprimorar o meu processo de trabalho como um todo.

Como por exemplo: hoje eu não escuto, não leio, não vejo nenhum "moning call", como também o "fechamento do dia".

Apenas um pacote de indicadores e gráficos crus, para ter a minha compreensão do fato e da tendência.

Nesta caminhada eu identifiquei que sou uma pessoa que assimila muito vieses e assim para evitar "problemas" procuro trabalhar em silêncio, mas não sozinho, o que é bastante diferente, pois sempre coloco minha opinião, análise e visão em postagens no meu Canal do Telegram ou em mensagens à amigos no Whatsapp.


Trabalhar neste mercado é desafiador e diferente do tempo em que era funcionário de carteira assinada, erros sempre cometi, aprendi com eles, mas no final do mês o salário estava lá depositado.

Neste modelo de empreendimento o meu acerto é recompensado assim como o meu erro, que é cobrado no final do dia!

Então entender como eu sou, meus sentimentos e principalmente não estar alinhados com os sete pecados acima descritos - acredito - que é um caminho vitorioso, difícil, mas dígno.

Mantenho a minha Fé e nesta certeza, vencerei.



Escrito por Fábio Sato


Sou empreendedor, engenheiro e trader. Criei o blog Investire para compartilhar minhas experiências de vida e poder ajudar pessoas que possuem o mesmo propósito.


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